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Pedro Junqueira

Profissional e estudioso, há mais de 30 anos, do mercado financeiro. De forma ímpar no Brasil, desde 2009 se dedica, como educador, consultor e analista, ao mercado de Finanças Estruturadas. Já atuou por várias instituições financeiras, principalmente nos EUA. Fez MBA em Stanford.

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             Infância e Estudos

 

Quando garoto vivi os números intensamente. Entre as muitas formas de aplicação no cotidiano de uma linguagem de precisão e raciocínio, a leitura diária do ponteiro de segundo do relógio grande na beira da piscina do treino de natação consolidou cedo uma noção intuitiva de médias, desvios e distribuições. Na escola, pela perspectiva simétrica, a matemática se tornou minha praia.

 

A vida correu e a matemática passou a sofrer competição crescente. Mas o impulso de influência desde a infância acabou por determinar a escolha inicial da trajetória universitária. Fui estudar Física na Unicamp. 

 

Aquela idade é prolífica. A plataforma de alcance universal cognitivo, geográfico e social começa a ser montada. Física se tornou uma base. Humanas surgiu e se tornou onipresente. Haveria alguma forma de compromisso intermediário?

 

Estudos, Profissão e EUA

 

Formado, aterrizei na redação da Folha. Depois de algumas reportagens na área de Educação, saltei para o programa de trainee do Lloyd’s Bank. Naveguei por todas as mesas da Tesouraria do banco, e adorei o cheiro de mercado financeiro e suas variações de ativos, mesmo no limitado universo inflacionário e subdesenvolvido de nosso país pré-Real. Me lembro de não ter me contentado enquanto não compreendi de forma completa a gestão ativo-passivo da Tesouraria.

 

Três anos depois estava em Palo Alto, iniciando meu MBA, em época de pouquíssima valorização de nosso Brasil lá fora. Os alunos empreendedores de Stanford e seu poderoso corpo docente, bastante nobelizado, compõem uma marca imensamente valorizada por todos os agentes de RH deste mundo. Dois anos de intenso desenvolvimento, profissional, humano e cognitivo. Summer job no JPMorgan, contratação no segundo ano pelo escritório da Vale em Nova Iorque.

 

Nova Iorque foi um ímã pessoal que precisava de ao menos uma década de usufruto antes de qualquer redução de seu protagonismo. Quando a Vale me quis no Rio, depois de alguns novos negócios que não se concretizavam novos, optei por Wall Street.

 

Em 1994, sob FHC-Malan e cia, o Brasil adquiriu novo status de credibilidade mundo afora. O plano Brady, longe de ser algo exclusivo brasileiro, representou, para todos os efeitos, nossa reinserção no mercado financeiro internacional. Brady traders fizeram a festa. E naqueles tempos ser um brasileiro bem informado ainda era uma vantagem comparativa substancial para um Brady trader de Brazilian Bradies e pre-Bradies.

 

Nos Continental Bank-Bank of America-NationsBank, de aquisição a fusão, em Nova Iorque e Londres, sempre expandindo o escopo das carteiras geridas, por sete anos fui trader de dívida soberana e derivativos de Brasil, de América Latina, de Europa Oriental, Rússia, Ásia e África, atravessando picos e vales, longas subidas e derrocadas instantâneas, Tequila, e todas as crises, da asiática à argentina.

 

Educação

 

O século novo começou um tanto estremecido por dotcoms e torres despencando e medos de moratória. Mas, com o tempo e com o aprendizado as coisas se ajeitaram. Me reaproximei da Educação, da Academia, e passei a escrever um pouco.

 

Tive o privilegio de lecionar sobre mercados financeiros emergentes e sobre financiamento de pequenas e médias empresas em um curso de mestrado em Bologna, na Itália, por vários anos. Entrei no programa de doutorado em Economia na Universidade de Maryland, nos arredores de Washington, DC, e trabalhei em um projeto sobre o mercado de capitais brasileiro junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento. Pesquisei, escrevi e publiquei um conjunto de textos sobre a história da natação brasileira e seus protagonistas. Lá estava em DC vivendo uma espetacular vida familiar por cinco anos. Veio a crise oriunda no mercado de títulos estruturados imobiliários, a recessão americana começou, Bernanke matou no peito e instituiu o QE, Obama foi eleito e, no meio de 2009, Lula II ainda segurando, me mudei para o Rio depois de dezoito anos de States.

 

Brasil e Finanças Estruturadas

 

Vim trabalhar com educação, consultoria e análise em Finanças Estruturadas, incluindo FII. O mercado de securitização no Brasil começou a ser regulado ainda no século passado. Uma parte avançou mais que outra, mas nenhuma delas fez jus ainda à importância que deveria adquirir este segmento no mercado financeiro no país. Ainda nos encontramos em um estágio bastante inferior de desenvolvimento quando comparados com mercados como o americano.

 

Desde 2009 junto à Uqbar, me tornei responsável por toda a produção e entrega de conteúdo nas áreas de atuação da empresa. Tanto em securitização, centrada nos nos mercados de FIDC, CRI e CRA, como envolvendo outros veículos, como FII e FIP, ou temas correlatos, como Alocação, Fintechs, Arranjos de Pagamento, Dívida Ativa e outros, dediquei-me por mais de uma década `a construção de conhecimento financeiro, sem paralelo no mercado brasileiro. Tal dedicação ocorreu na forma de aproximadamente uma centena de eventos educacionais que ministrei e de Congressos, mesas redondas, lançamentos de publicações e entrevistas que realizei, que contaram com a participação de milhares de profissionais de mercado como alunos, na forma de dezenas de relatórios, apresentações e reuniões com clientes institucionais, e na forma de dezenas de anuários e de milhares de artigos veiculados na plataforma da empresa.

 

O mercado de crédito privado no Brasil começava a florescer no começo de 2020. A não mais rentável renda-fixa dos títulos públicos e o desaparecimento da inflação, alinhados com um início de reformas estruturais sendo produzido em Brasília, forneciam sólido racional para uma leitura positiva de desenvolvimento de mercado de capitais neste ano. Mas eis que um exógeno vírus altera a dinâmica evolutiva econômica, e os ativos financeiros são reprecificados.

 

Possibi

 

Pois com uma boa dose de independência, a longo prazo, dos desvios inevitáveis que a vida traz, mas com uma maior dose ainda de respeito e de desejo de aprendizado a partir destes mesmos desvios, nasce agora a Possibi, meu projeto, minha empresa.

 

Sem dúvida, as possibilidades são múltiplas, são desafiantes e são a própria razão de sermos. Com muita vontade, com 30 anos de reflexão e gosto pelo mercado financeiro, pela história, pela economia e política, pelo estudo e análise das finanças estruturadas, sempre em busca da maior capacitação, e apostando na construção do conhecimento junto a meus clientes, crio a Possibi, com o objetivo de viabilizar oportunidades, de todos interessados.

 

Porque as possibilidades sempre estarão aí. Para concretizá-las, requer-se, antes de mais nada, compreendê-las melhor, investindo-se neste conhecimento. 

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